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sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

O PROFESSOR PRECISA ENSINAR O ALUNO A PENSAR MAIS E DECORAR MENOS

ESTUDANTE É A PESSOA NA ESCOLA QUE PRECISA PENSAR MAIS E DECORAR MENOS

Aprender baseado apenas na memória é limitado, estática, inconsequente, não evoluindo espontaneamente para novos conhecimentos. Nesse modelo, o aluno se limita a receber. Ao lançar mão, predominantemente da inteligência, do raciocínio lógico-dedutivo, da atenção e da reflexão, sua aprendizagem torna-se conseqüente, construtiva, reflexiva, dinâmica, ilimitada. Em vez de recebê-lo pronto, o aluno conquista o conhecimento.
A estratégia de certo vale para todas as disciplinas, mas limito-me aqui a apresentar alguns exemplos da área de Língua Portuguesa.

FUNDAMENTOS DA GRAFIA
A grafia da Língua Portuguesa é baseada em dois fundamentos:
1 – Reproduz o que se pronuncia. Exemplos: grafa-se a forma verbal veem (do verbo ver) com ee porque as duas vogais são pronunciadas, o mesmo não ocorrendo com vêm (do verbo vir); o til é necessário para reproduzir o som nasal da vogal; os acentos são usados quando é necessário informar o leitor sobre a posição da sílaba tônica na palavra.
2 – Respeita a origem da palavra. Exemplo: nascer é grafado com SC, e na com SS, c ou SC, porque é preciso respeitar a raiz latina da palavra: NASC. Levar o aluno a estar atento a esses fundamentos, além de encurtar o caminho da aprendizagem definitiva das normas de grafia, o levará a desenvolver a capacidade de atenção.

FUNÇÕES DAS CLASSES GRAMATICAIS
É comum decorar listas e mais listas de palavras: as dez classes gramaticais, os substantivos concretos e abstratos, as preposições, as diferentes conjunções coordenativas e subordinativas, os pronomes, etc. Não será mais produtivo fazer o aluno entender a função que cada uma das classes gramaticais exerce dentro da frase? Por exemplo, seria mais prazeroso e construtivo entender que a função do substantivo é designar os seres e as coisas, e que o verbo tem a missão de informar o que acontece com os seres e as coisas, que a preposição e a conjunção têm a função de conectar os termos de uma oração e as diversas orações que compõem o período, que o pronome (pro + nome) está a serviço do nome (substantivo).

TERMINOLOGIA GRAMATICAL
Quando os gramáticos definiram a terminologia gramatical, parece lógico que o fizessem procurando palavras que expressassem o significado e a função exercidos na frase. Exemplos: o artigo definido expressa algo definido (o trabalho), e o indefinido refere-se a algo indefinido (um trabalho); a voz ativa é assim chamada porque expressa uma ação do sujeito, enquanto na passiva o sujeito é passivo da ação e na reflexiva a ação do sujeito reflete-se sobre ele próprio. Nada de prático, objetivo e duradouro resultará da penosa memorização dessa terminologia; entender e observar atentamente seu significado, sim, levará aos objetivos desse estudo e, mais importante, levará a muitas outras descobertas.

A QUESTÃO DA SINTAXE
De todo o estudo da gramática, a questão mais crucial e deficiente no ensino da Língua Portuguesa é a da sintaxe. Sua abordagem se dá de forma intensa, mas, em regra, o estudante quase nada aproveita de prático desse enorme esforço de aprendizagem. Dizer, por exemplo, que é fácil identificar o vocativo porque ele vem sempre isolado por vírgula ou vírgulas é uma falácia, pois se inverte a relação causa-consequência: a vírgula não é causa do vocativo, mas consequência: a vírgula não é causa do vocativo, mas consequência; é preciso identificar o vocativo, para então usar a vírgula. O mesmo vale para o aposto, os elementos explicativos em oposição aos restritivos, a concordância, a crase, etc. Em síntese, para a aprendizagem da sintaxe só há um caminho: o da inteligência.
Os casos apresentados são apenas alguns exemplos. O professor deve buscar aplicar o mesmo a outros campos do ensino da língua, inclusive outros métodos para outras disciplinas que façam com que o aluno aprenda de uma vez por todas.


sábado, 9 de novembro de 2013

NÃO A AVALIAÇÃO QUANTITATIVA, BUROCRÁTICA...


CHEGA DE NOTA, PRESSÃO, AMEAÇA AOS ALUNOS E OUTRAS TANTAS IGNORÂNCIAS DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO.
Atualmente a avaliação da aprendizagem está sendo voltada para a preparação de exames. Isso acontece porque os sistemas de ensino estão interessados nos percentuais de aprovação e reprovação dos alunos. Com isso, os procedimentos de avaliação se tornam elementos motivadores em busca de resultados.
A forma como a avaliação da aprendizagem está sendo empregada faz com que os alunos tenham uma atenção centrada no processo de promoção ao final do ano letivo e não na aquisição de conhecimentos. Já os professores utilizam as provas como forma de pressionar os alunos a alcançar os resultados esperados pela escola.
De acordo com Luckesi (1998), a avaliação da aprendizagem está sendo praticada independente do processo ensino-aprendizagem, pois mais importante do que ser uma oportunidade de aprendizagem significativa, a avaliação vem se tornando um instrumento de ameaça.
Na avaliação formativa nenhum instrumento pode ser descrito como prioritário ou adotado como modelo. A diversidade é que vai possibilitar ao professor obter mais e melhores informações sobre o trabalho em classe. "A avaliação precisa ser processual, contínua e sistematizada", diz Janssen Felipe da Silva. Nada pode ser aleatório, nem mesmo a observação constante. Ela só será formativa para o aluno se ele for comunicado dos resultados.
Janssen explica ainda que os instrumentos utilizados devem ter coerência com a prática diária. "Não é possível ser construtivista na hora de ensinar e tradicional na hora de avaliar", explica. 
Outro ponto a ser lembrado por todo professor: cada conteúdo ou matéria exige uma forma diferente de ensinar e também de avaliar. Não posso fazer uma prova e perguntar: você é solidário? É preciso criar uma situação em que seja possível verificar e perguntar isso.
Os instrumentos devem contemplar também as diferentes características dos estudantes. Quem avalia sempre por meio de seminários prejudica aquele que tem dificuldades para se expressar oralmente. A viabilidade é outro ponto essencial. Ao planejar um questionário, deve-se evitar textos ambíguos e observar o tempo que será necessário para respondê-lo adequadamente.
Qualquer que seja o instrumento que adote, o professor deve ter claro se ele é relevante para compreender o processo de aprendizagem da turma e mostrar caminhos para uma intervenção visando sua melhoria.

PARA LUCKESI (2002)
A avaliação da aprendizagem escolar tem que ser compreendida como um ato amoroso. O ato amoroso é aquele que acolhe a situação, na sua verdade. Quando não nos acolhemos e/ou não somos acolhidos, gastamos nossa energia nos defendendo e, ao longo da existência, nos acostumamos às nossas defesas, transformando-as em nosso modo permanente de viver.
DIFERENTES MANEIRAS DE AVALIAR
Várias estratégias de ensino, várias formas de avaliar. Por exemplo, pode-se basear nas aulas de História. Aplicando uma série de tarefas avaliativas, consegue-se analisar formas de expressão do aluno, como ler e interpretar, redigir, desenhar, buscar informações. Os instrumentos são aplicados de acordo com o tema trabalhado e todas as impressões viram relatório.
O objetivo é sempre o mesmo: o professor deve descobrir como levar a turma a avançar mais e saber se todos aprenderam o que tinha como objetivo, basta isso.
ALGUNS EXEMPLOS:
Dizemos que um dos temas trabalhados seja navegações. Numa das avaliações, pede-se uma produção visual, um desenho ou uma história em quadrinhos em que os alunos tenham de descrever o encontro entre nativos e portugueses na chegada destes ao Brasil, em 1500. A maneira como os dois povos se relacionaram, o cenário, as roupas, os hábitos e a língua deveriam estar presentes na cena. Eu não preciso de quantidade para isso; eu como profissional, já percebo quem aprendeu ou não, o resto é processual. 
2. Em seguida trabalhando os reflexos no Brasil de hoje da chegada dos colonizadores. É constante em seu planejamento a ponte entre fatos históricos e a atualidade. Depois de ler reportagens de jornais, a turma escreve textos sobre os reflexos da colonização portuguesa na vida dos nativos hoje e sobre a relação entre as capitanias hereditárias e o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra. Em exercícios como esse, ele pode analisar se os estudantes conseguem estabelecer relações, se os argumentos têm coerência, se os dados citados são precisos e se saem do senso comum.
3. Uma das estratégias de ensino de pode ser os seminários, leituras de textos acompanhadas por ele. Um desses textos pode ser a carta de Pero Vaz de Caminha. Surgem perguntas e ideias ótimas durante a discussão, isso é fato. A estratégia é perfeita para que ele analise as dúvidas e o raciocínio que o aluno está fazendo. Para finalizar, pede-se uma nova produção de texto, desta vez uma carta aos portugueses. O objetivo, contar as impressões de quem pusesse os pés pela primeira vez no Brasil hoje.
Conceitos não assimilados ou objetivos não atingidos são sempre revistos. E isso pode ocorrer em atividades interdisciplinares. Com a professora de Arte, por exemplo, pode-se retomar os aspectos culturais do encontro entre portugueses e índios. Os alunos capturam imagens na internet e reconstroem a cena.
4. As dificuldades mais sérias são trabalhadas em atividades complementares, realizadas num horário extra. Pode ser uma pesquisa dirigida na biblioteca, seguida de uma nova produção de texto, Nessa pesquisa, o professor analisa se o estudante consegue construir um conceito com as próprias palavras, em vez de apenas copiar, ou expressar um ponto de vista próprio. Apesar de não existir uma só verdade histórica, é possível avaliar se as ideias são mais ou menos coerentes com as fontes consultadas.
A cada etapa do processo avaliativo o professor elege alguns aspectos e objetivos a analisar. Sistematizando essas etapas, ao final do tema navegações é possível ter uma visão geral de cada um ao longo de todo o processo.

Hélder Novais.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Acesse o link: http://www.paginalucrativa.com.br/?id=8564

sábado, 13 de julho de 2013

DIREITOS AOS PROFESSORES E MELHORIA NA QUALIDADE DO ENSINO



PISO SALARIAL

O piso salarial dos professores da educação básica é de R$ 1.567,00 em 2013. Lembro que este piso é para o professor com formação no Ensino Médio, além desse valor têm os acréscimos que varia de acordo a formação, licenciatura, pós-graduação, etc. O maior desafio é fazer com que municípios cumpram a lei.
O Ministério da Educação anunciou no início deste ano que, para ajudar os estados e municípios a cumprir o pagamento do piso, o governo federal vai repassar neste ano, por meio do Fundo Nacional de Educação Básica (Fundeb) – recurso responsável por cerca de 60% do pagamento dos salários – 14,2 bilhões de reais extras. Assim o total chegará a 116,8 bilhões de reais. Na mesma oportunidade O Ministério, representado por Aluízio Mercadante, Ministro da Educação, voltou a defender que 100% dos royalties provenientes da exploração do petróleo sejam destinados à educação. “essa é a única receita que pode provocar um salto significativo no setor.”

CRIAÇÃO DE PLANO DE CARREIRA (CARGOS E SALÁRIOS)

A criação de planos de carreira que consideramos as especificidades dos profissionais da educação, como os do magistério e os servidores responsáveis por serviços administrativos, de limpeza, transporte e alimentação, entre outros. Todos são imprescindíveis para a educação.
Um planejamento ideal da profissão desses trabalhadores é aquele que concilia questões como a progressão por tempo de serviço, por titulação e aperfeiçoamento de habilidade e, até mesmo, por merecimento. Lembramos que o plano de carreira deve ter validade de no máximo dez anos, porque o gestor deve considerar as mudanças na legislação, a alteração da arrecadação do município e a constante demanda de novas vagas.

MELHORES CONDIÇÕES DE TRABALHO (O DIREITO A 1/3 DE HORA)

A partir da Lei 11738/08, e mais precisamente, desde 24 de Agosto de 2011, os professores têm direito a trabalhar, no mínimo, um terço de sua jornada de trabalho sem a presença dos educandos. Este tempo pode ser destinado para preparar aulas, corrigir provas e trabalhos, realizar pesquisas e leituras, participar de atividades de formação pedagógica. Tratam-se das chamadas “atividades extraclasse” ou “horas-atividade” e significam seis horas e vinte minutos semanais, para a jornada de 20 horas, isso significa carga horária em sala de aula de 13 horas e 20 minutos (Aproximadamente 13 aulas) e doze horas e vinte minutos semanais para a de 40 horas, e significa 26 horas e 10 minutos em sala de aula, (Aproximadamente 26) a maior parte desse tempo (6h40 (20 horas) ou 12h40 (40 horas)) sem a necessidade de comparecer a escola, justamente para pesquisas individuais, de acordo a necessidade de cada professor, sem interferência dos colegas para correção de trabalhos, provas e aliviar o estresse e uma hora e meia (Carga horária 20 horas) dentro da escola para partilhar, compartilhar e discutir experiências e opiniões. Obs.: Preparar aula é tarefa do professor, exclusivamente.
Os professores da rede pública (federal, estadual ou municipal) da educação básica (educação infantil, ensino fundamental e médio) são os titulares deste novo direito, sejam contratados ou concursados, de área ou do currículo por atividade, unidocentes ou não, faça valer esse direito. “ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei (artigo 5º, inciso II, da Constituição Federal)”.
No dia 24/08/2011, foi publicada esta decisão no Superior Tribunal de Justiça, que estabeleceu a validade da lei e na qual o Tribunal reconheceu que “é constitucional a norma geral federal que reserva o percentual mínimo de 1/3 da carga horária dos docentes da educação básica para dedicação às atividades extraclasse” (Rel. Ministro Joaquim Barbosa, julgada em 06/04/2011).

DESAFIOS PARA A EDUCAÇÃO

“A educação não transforma o mundo. Educação muda pessoas. Pessoas transformam o mundo”. Paulo Freire.
Os desafios da educação envolvem aspectos sociais, econômicos, políticos e culturais, e tantos outros. Entre os desafios estão a qualidade do ensino secundário, a eficiência do gasto público, a qualidade dos professores e a educação infantil. A atenção do Brasil com a educação é muito recente. É preciso, além de ampliar os investimentos, direcioná-los e acompanhar sua utilização.
É também essencial que as escolas sejam mais seletivas e cuidadosas ao contratar professores. Muitos dos que estão em sala de aula não gostam de ensinar ou não têm preparo para a profissão. Sem falar no salário que é aviltante. (desonra, descrédito,
Humilhação, rebaixamento). É importante avaliar a competência dos professores e investir também na educação contínua deles. É fundamental, também, que as escolas sejam equipadas com computadores, projetores, laboratórios e bibliotecas. Esses recursos são imprescindíveis para incentivar o estudo e despertar o interesse intelectual dos alunos.

Hélder Novais. Especialista em educação especial e docência.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Câmara derruba PEC 37 e propõe 75% dos royalties para a educação.


Hei! Vocês que criticam as manifestações populares. Vão aprendendo a lutar por todos, inclusive vocês. a PEC-37, só foi derrubada em primeira instância por causa dos movimentos populares. LEMBREM: o Governo não tem oposição a maioria é aliada.

Câmara derruba PEC 37 e propõe 75% dos royalties para a educação.
Os deputados trabalharam até a madrugada. A proposta de emenda constitucional que tirava poderes do MP foi derrubada por 430 votos.

Depois da pressão dos protestos pelo Brasil, a Câmara dos Deputados derrubou a PEC 37, a proposta de emenda constitucional que tirava poderes de investigação do Ministério Público.

E aprovou outro projeto, que aumenta os recursos para educação e saúde. As reivindicações das ruas entraram em votação acelerada no Congresso.

Os deputados trabalharam até a madrugada, foi um dia de muita movimentação no Congresso. Com a pressão nas ruas, vários deputados mudaram de posição e ajudaram a derrubar a chamada PEC 37, que tirava o poder de investigação do Ministério Público.

Em outra resposta aos protestos, deputados derrubaram também o projeto sobre o uso dos royalties do petróleo. A maioria para a educação, mas decidiram destinar uma parte dos recursos também para a saúde.

Estudantes, promotores e procuradores lotaram as galerias. E aplaudiram todos os partidos. Porque todos defenderam a rejeição da chamada PEC 37, que foi derrubada por 430 votos. Comemoração em coro.

Com o arquivamento da proposta, fica mantido o poder de investigação do Ministério Público, que foi estabelecido na constituição de 1988. A derrubada da PEC 37 vinha sendo um pedido constante nos protestos.

“Não há dúvida nenhuma de que esta é uma das respostas às manifestações da população nas ruas. Eu tenho certeza de que se ela fosse votada há 15 dias a maioria da casa lamentavelmente teria aprovado a PEC”, declara o deputado Alexandre Molon (PT-RJ).

Em seguida, a Câmara aprovou o projeto que determina que 75% dos recursos dos royalties do petróleo da união, estados e municípios sejam destinados à educação. E 25% à saúde. Diferente do projeto original do governo que previa a aplicação de 100% das receitas em educação.

“Muitas respostas têm que ser dadas. As ruas têm pressa, o clamor é forte e o parlamento tem que sair da sua tradicional lentidão e inércia para manter o mínimo de credibilidade”, diz o deputado Chico Alencar (PSOL -RJ).

No Senado também foi dia de respostas. O presidente Renan Calheiros anunciou uma pauta de votações também relacionada aos protestos nas ruas. Ele mesmo apresentou um projeto que prevê passe livre para estudantes matriculados e que tenham frequência comprovada. O dinheiro para financiar a proposta viria dos roylaties do petróleo.

E também anunciou a votação de outros projetos. Um deles deve ser votado nesta quarta-feira (26). É o que torna corrupção crime hediondo. E há outros na fila. O que estende a vigência da lei da ficha limpa aos servidores públicos e o que pune juízes e membros do Ministério Público condenados por crimes.

O presidente do Senado está prevendo a votação desses projetos para as próximas duas semanas. Mas chegou a dizer que não haverá recesso parlamentar se a agenda não for cumprida. O recesso está marcado para começar dia 18 de julho.

Para que o recesso seja suspenso é preciso que haja convocação pela presidente da República, ou pelos presidentes da Câmara e do Senado, com aprovação de maioria absoluta dos parlamentares. O presidente da Câmara acha que não será necessária a convocação.
Quanto ao projeto aprovado na Câmara que destina 75% dos royalties do petróleo para a educação, o texto ainda precisa passar pelo Senado.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

ESTADOS E MUNICÍPIOS RECEBEM REPASSE TOTAL DE R$ 717 MILHÕES



Recursos de R$ 717,65 milhões estão à disposição de estados, distrito federal e municípios desde quinta-feira, 18. O repasse refere-se à parcela de setembro do salário-educação. São R$ 359,27 milhões para os municípios e R$ 358,38 milhões para estados e DF.

A transferência de recursos é feita mensalmente pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Este ano, ela chega a R$ 6,6 bilhões. Estados, DF e municípios usam as cotas do salário-educação para financiar iniciativas e programas de educação básica pública.

Salário-educação — Valores referentes a 2012

Municípios
(em R$)
Estados e DF
(em R$)
Total
(em R$)
Janeiro
577.193.463,08
583.598.246,59
1.160.791.709,67
Fevereiro
346.601.948,37
340.914.421,49
687.516.369,86
Março
338.197.515,29
333.429.437,81
671.626.953,10
Abril
334.481.881,19
333.989.547,91
668.471.429,10
Maio
347.732.020,77
331.728.364,50
679.460.385,27
Junho
351.333.396,90
345.334.568,87
696.667.965,77
Julho
348.570.730,85
342.702.855,29
691.273.586,14
Agosto
357.704.846,60
352.572.197,15
710.277.043,75
Setembro
359.273.315,89
358.385.901,68
717.659.217,57
Total
3.361.089.118,94
3.322.655.541,29
6.683.744.660,23

Distribuídas com base no número de estudantes, as cotas estaduais e municipais são transferidas mensalmente para as secretarias de Educação. A cota federal é aplicada pelo FNDE em iniciativas destinadas a reduzir os desníveis socioeducacionais entre estados e municípios.

Os valores transferidos podem ser conferidos na página do FNDE na internet.

Assessoria de Imprensa do FNDE
Palavras-chave: educação básica, salário-educação, FNDE

Fonte: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=18162